O fim dos tempos.



Imaginário,

Cansei de escutar que o mundo iria acabar em dois mil e trinta (de onde tiraram essa idéia?), apesar de algumas pessoas dizerem que seria antes (minha mãe mesmo achou que seria em 2005!). Os seres humanos sabem que nada dura para sempre e que a sua própria existência não sobreviverá para assistir o mundo acabando, mas enquanto o fim não chega o que iremos fazer? Essa pergunta é feita desde que o homem se fez gente. Afinal, a partir do momento em que criamos consciência existimos para viver ou existimos para morrer? 

Para continuarmos esperando o fim, precisamos sobreviver a várias situações como, por exemplo, a fome . Nossos ancestrais criaram inteligência graças à proteína animal, por tanto aprendemos a lei da natureza, matar o mais fraco em nome da própria sobrevivência. Atualmente a sociedade não só sobreviveu como evoluiu. Criamos motivos para existir, fizemos de nossas vidas um imenso parque de diversões (Nascemos, crescemos, criamos, morremos), parece que tentamos a todo custo nos convencer de que somos imortais. Fico me perguntando, para que se matar de trabalhar para comprar um ipad? Se você trabalhar dias e mais dias só para consumir, para onde vai tudo o que você comprou depois que você morrer?. Existir para viver.

Mas por outro lado, a humanidade tem um costume muito proveitoso, escrever. Contar histórias e armazenar em livros a sabedoria adquirida ao longo de séculos me parece um bom jeito de existir para morrer. Saber que a morte existe e que ela pode acontecer a qualquer momento, nos faz lembrar que todos os segundos são especiais e assim vivemos para aproveitar, aprender e contribuir com o nosso próprio conhecimento. Parte do ser humano é e sempre será imortal, nossa vontade de melhorar o mundo em que vivemos e perpetuar a nossa espécie é algo indiscutivelmente sublime. É a prova de que nascemos para viver, morrer e deixar nossas marcas na história do universo. 


Comentários

  1. Cara Srta. Valentim

    O "fim" é em 2012... procure saber, e descobrirá muita coisa...
    Não é o fim, apenas... o ano da mudança.
    Beijos

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