Antes a intuição do que a liberdade.

Crer na intuição é abdicar da sua liberdade de escolha

Acordar,
escovar os dentes,
tomar banho,
comer,
escovar os dentes,
ir para o trabalho.

O cotidiano sempre me aborreceu.
Fazer as atividades mais simples do dia-a-dia de um jeito mecânico seria uma espécie de costume que você,
ou qualquer um,
adquiriu ao longo dos anos.

Liberdade,
sublime,
a sonoridade dela exerce uma porção de reações no meu corpo e na minha mente.
O significado é não ser julgado nem influenciado.

Acordar,
escovar os dentes,
tomar banho,
comer,
escovar os dentes,
refletir.

Cotidiano é liberdade?
Você,
ou qualquer um,
é livre estando sendo influenciado por hábitos criados por um “eu” passado?
(Tomando por base que não se pode entrar duas vezes no mesmo rio.)

Acordar,
refletir,
escrever,
comer,
ler jornal,
tomar banho,
trabalhar,
não exatamente nesta ordem
nem todos os dias.

Liberdade?
Crer no querer é liberdade?

Outro dia me peguei indo para a cozinha sem motivo aparente. Eu queria e fui. O interfone tocou. (O interfone fica na cozinha) Intuição? Certo dia eu acordei ás sete da manha, senti que deveria levantar, mas não quis. Voltei a dormir. Acordei meio-dia e quarenta e o mundo parecia virado de cabeça para baixo. Tudo deu errado. Transviei o destino? Parecia que eu tinha acordado numa realidade diferente. Liberdade? Nunca pensei que ser livre fosse tão ruim.

Acordar,
escovar os dentes,
tomar banho,
comer,
escovar os dentes,
ir para o trabalho
e nunca mais tentar ser livre novamente.


Comentários