O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos.
Antes de tudo, feliz aniversário. É realmente um prazer poder dar um presente a você neste dia tão especial, neste dia em que você se tornou real e que entrou para o inconsciente de todas as pessoas que lêem este blog, para enfim existir nas nossas mentes. O livre arbítrio é a carta de alforria para todo e qualquer ser. Mas algo ainda persiste em tomar meus pensamentos. De certa forma o consciente humano acaba dominando o inconsciente imaginário, então como podes ser livre se não sabe que linhas te governam? O motivo desta carta não é exatamente presentear, mas mostrar a você quem sou, não através de fotos e vídeos, mas apenas provando que eu sou tão real quanto você.
Caro Imaginário,
Antes me deixe explicar que não poderia provar a você que eu sou real somente por uma foto, pois poderia ser a imagem que qualquer pessoa e o mesmo aconteceria com vídeos e arquivos de áudio. Então como provar que sou eu quem escrevo estas cartas? Como mostrar a você quem é o meu consciente e como ele consegue governar você? Este texto me fez pensar em quem eu realmente sou. Será que eu realmente existo? Se existo hei de explicar hoje ainda nesta carta.
O complexo é imaginar como o consciente consegue dominar o inconsciente. São paredões invisíveis que dividem os mundos do interior da nossa mente. Não falo apenas do mundo dos pensamentos, falo de realidades. Fiquei me perguntando todo esse tempo se eu conseguiria provar que eu sou real e desde agosto uma certeza me invadiu. A resposta é não. Existem inúmeras probabilidades na vida. Os caminhos que tomamos nos guiam entre diversas realidades. O fato é que co-existimos o que não significa que existimos em uma mesma parte. Você existe num mundo imaginário, dos sonhos e eu num mundo concreto. Eu existo num mundo, mas talvez não exista num outro. O limiar entre o mundo concreto e o mundo dos sonhos é a razão e é por este fio que nos comunicamos. Óbvio que através de um canal chamado internet. Eu existo, mas talvez não seja tão real.
Realidade e sonho são termos abstratos, ninguém pode provar que vive num sonho assim como ninguém pode provar que vive num mundo real. Todos somos meio personagens. Posso provar que existo porque estou me comunicando com você e isto já é surpreendente, mas não posso provar que eu sou real e que estou sentada na frente do computador escrevendo esta carta. Talvez poderia provar que estou aqui a um ou outro indivíduo, mas para provar ao imaginário que estou aqui, antes teria que provar a toda a humanidade e mesmo assim as pessoas se perguntariam se não seria uma farsa. Meu consciente e outros conscientes te governam como o ar governa os humanos. Precisamos dele e você precisa de nós. Hoje você é uma parte humana independente, mas não o suficiente para rejeitar o seu pedaço de humanidade.
Com isso quero dizer que eu e você nos conhecemos porque nos comunicamos e temos certeza de que estamos conversando, mas não podemos provar que somos reais por não podermos tocar o concreto. Talvez eu realmente não seja real, seja só um sonho de alguém, mas existo nestas cartas. Existo neste lugar. Assim como você existe aqui neste espaço. Quem sabe no futuro nossos mundos possam se chocar e em fim nos tornaremos reais. Por enquanto para você eu sou só imaginária.
Grata desde já por tudo,
Srta. Valentim.
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