Esse seu vício de me dizer mensagens cifradas
Compreendo até  as manchas na íris dos olhos
Mas não o que profere a sua boca
Aberta
Cheia de sangue
Que reflui para o teu peito

Disfarça a insensatez do reflexo
Desmancha o atar dos nós
Para após do breve instante
Voltar a si mesmo como um errante
Bêbado de si mesmo
Esquecido do discurso

Mas antes
No mais tardar da aurora
No evento crepuscular
Uma sombra renasce.
Não chora
Hás de morrer nas próximas palavras

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