Sobre o silêncio da tua boca

Sobre o silêncio da tua boca,
reza uma lenda,
haverá de surgir um pano,
tecido branco,
imaculado de luz.

Neste tecido branco,
sobre a tua boca,
a língua há de aparecer morta,
ainda inutilizável,
sem vestígios da fala,
antes apreciada.

O sabor do sangue,
pulsante das veias,
há de abrir novos odores,
próximos ao meu.
E o mistério,
o mistério,
não saberá mais qual é sua voz.

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