Nem a folha de papel em branco sabe o gosto das lágrimas de depravamento,
concedido aos poucos pela nobreza em falta da linguagem.
Meu coração é vidro, dolorido no peito rasgante na garganta, pulsante.
Coração.
Quantas vezes voltar na cena de escrita até o sentido se esgotar?
Fria tarde, tênue fio, não chove
mas a lágrima corre em meu peito ardito.
Nem a estaca que carrego no peito mata, imagine você.
Esse é o fim das minhas palavras,
estamos mortos você sabe,
minha pele não quer mais sentir.
concedido aos poucos pela nobreza em falta da linguagem.
Meu coração é vidro, dolorido no peito rasgante na garganta, pulsante.
Coração.
Quantas vezes voltar na cena de escrita até o sentido se esgotar?
Fria tarde, tênue fio, não chove
mas a lágrima corre em meu peito ardito.
Nem a estaca que carrego no peito mata, imagine você.
Esse é o fim das minhas palavras,
estamos mortos você sabe,
minha pele não quer mais sentir.