Coisas que me lembro
Vermelha e dobrada
quente e recém passada
fios brancos organizados em amável estamparia
cheiro indiscernível da lavanderia a seco.
Longos e viris,
braços brancos de força e aptidão,
a textura seca de uso
sua mão descansando para cima sobre o éter.
O olho dos mentirosos,
a cor que não vejo,
o espaço entre o cheiro e a língua
uma boca.
O sonoro ruído monocórdico da tua voz,
sua ressonância de amargor,
pausas entre o ar do não dito
e entrecortado.
batidas em disparada
uma pausa interropida
a vontade de encontro de
dois corpos habituados a estarem juntos.
tremores ineterruptos,
o dedo delizando pela tela
o tempo medido em cubos
aquela música no meu ouvido.
a farsa da tristeza
a mania da fala
o suor contido do medo
escape pela porta ao fundo.
O que se segue é a história contida em pedaços arrependidos.
Mas fica o que se aprende não sei onde.
Essa maneira instável e perfeita de existir.
É disso que as ilusões são feitas.
quente e recém passada
fios brancos organizados em amável estamparia
cheiro indiscernível da lavanderia a seco.
Longos e viris,
braços brancos de força e aptidão,
a textura seca de uso
sua mão descansando para cima sobre o éter.
O olho dos mentirosos,
a cor que não vejo,
o espaço entre o cheiro e a língua
uma boca.
O sonoro ruído monocórdico da tua voz,
sua ressonância de amargor,
pausas entre o ar do não dito
e entrecortado.
batidas em disparada
uma pausa interropida
a vontade de encontro de
dois corpos habituados a estarem juntos.
tremores ineterruptos,
o dedo delizando pela tela
o tempo medido em cubos
aquela música no meu ouvido.
a farsa da tristeza
a mania da fala
o suor contido do medo
escape pela porta ao fundo.
O que se segue é a história contida em pedaços arrependidos.
Mas fica o que se aprende não sei onde.
Essa maneira instável e perfeita de existir.
É disso que as ilusões são feitas.